15 de set. de 2009

A Ciência de mãos dadas com o Espiritismo

Em nosso post anterior (Precisando de uma ajudinha?) mostramos uma reportagem que traz um estudo da Ciência tradicional que comprova um ensinamento espírita de longa data: ajudar seu próximo faz bem para você mesmo, e não só para aquele que você ajudou.

O mais curioso é que Allan Kardec mencionara essa aproximação de Ciência e Espiritismo já há muito! No Livro dos Espíritos, por exemplo:

Quando a crença espírita estiver bastante difundida, quando for aceita pelas massas, e, a se julgar pela rapidez com que se propaga, esse tempo não está longe, acontecerá com o Espiritismo o que ocorre com todas as idéias novas que encontraram oposição: os sábios irão se render à evidência. Chegarão a ela por si sós e pela força das coisas.
 
Poderíamos citar vários outros exemplos, mas, para se limitar a apenas um mais, veja esta mensagem do Espírito Lamennais, no Livro dos Médiuns, esclarecendo a respeito da natureza do perispírito (grifos nossos):

Agora, quanto à questão do ponto de vista científico, ou seja, à essência do perispírito, isso é um outro assunto. Procurai compreender por agora moralmente o porquê do seu existir e restará então discutir a natureza dos fluidos, o que é inexplicável para o momento; a ciência não conhece bastante, mas chegará lá se quiser caminhar com o Espiritismo. [...]

Daí se vê que a aproximação entre as duas Ciências era uma "previsão" (por assim dizer) dos próprios espíritos mesmo! E isto não é de se estranhar: ora, o Espiritismo é propriamente uma doutrina (e não uma crença), e se sujeita a todo momento ao crivo da lógica; não havendo dogmas, crenças inabaláveis, nem fé cega (como Kardec mesmo faz questão de ressaltar a todo o instante, na Codificação Espírita).

O Espiritismo é uma fé racional, uma doutrina verificável pela lógica antes de tudo, baseia-se em elementos fáticos: a existência dos espíritos e sua influência sobre o mundo material é um fato concreto, verificável por todos aqueles dotados de alguma mediunidade, e não uma crença intangível.

Aliás, é verifícável não só pelos médiuns, mas por todos aqueles que presenciam fenômenos espirituais. O próprio Espiritismo, tal como codificado por Kardec, tomou corpo inicialmente com o fenômeno das "mesas girantes"! Veja outro pequeno trecho do Livro dos Médiuns:

66 Para que uma manifestação seja inteligente, não é necessário que seja eloqüente, espirituosa ou sábia; basta que seja um ato livre e voluntário, que exprima uma intenção ou responda a um pensamento. Seguramente, quando se vê um cata-vento girando, é certo que obedece apenas a uma impulsão mecânica do vento, mas, caso se reconhecesse nos movimentos do cata-vento sinais intencionais, se girasse à direita ou à esquerda, rapidamente ou com lentidão, atendendo a um comando, seria forçoso admitir não que o cata-vento é inteligente, mas que obedece a uma inteligência. É o que aconteceu com a mesa.

67 Vimos a mesa se mover, levantar-se, dar pancadas sob a influência de um ou de vários médiuns. O primeiro efeito inteligente notado foi o de ver esses movimentos obedecer a um comando; assim, sem mudar de lugar, a mesa se levantava alternativamente sobre o pé designado; depois, ao cair, batia um número determinado de vezes, respondendo a uma questão. Outras vezes a mesa, sem o contato da pessoa, passeava sozinha pela sala, indo à direita ou à esquerda, para frente ou para trás, executando diversos movimentos, atendendo à ordem dos assistentes.

Nada mais natural então que, com o tempo, a Ciência fosse se despindo de seus preconceitos e começasse a estudar com sinceridade os fenômenos espirituais, seguindo toda a metodologia tradicional, de imparcialidade, verificabilidade, racionalidade, lógica, etc.

A revista SUPER interessante (sim, de novo ela, rs), por exemplo, vem trazendo cada vez mais reportagens (de capa!) que tratam de estudos científicos que vêm comprovando mais e mais fenômenos espíritas: na edição 252, de maio de 2008, vide a reportagem Médiuns: O que a ciência tem a dizer sobre a mediunidade?. (A reportagem ainda é um tanto cética, mas muito menos que esta outra, mais antiga, na edição 237, de março de 2007: Eles vêem espíritos.)

A tendência de aproximação das duas Ciências ainda é, talvez, muito mais lenta do que gostaríamos. Mas é fato: parece mesmo um movimento concreto, irreversível; e assim então apenas uma questão de tempo até que não se fale mais no Espiritsmo como mera doutrina, mas também como a Ciência que é.

Um sonho muito distante de virar realidade? Talvez nem tanto assim, quando se vê os avanços que a Física Quântica, em especial, tem conseguido, no campo da Ciência tradicional... Mas isso fica pra outro post! :)

Nenhum comentário:

Postar um comentário